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O estresse é um estado agravado ou gerado pela percepção de estímulos que provocam alterações emocionais e físicas, e que, ao perturbarem a homeostasia, levam o organismo a disparar um processo de adaptação caracterizado pelo aumento da secreção de hormônios como adrenalina, com várias consequências sistêmicas.

Na medicina , há patologias que são desencadeadas ou agravadas pelo estresse. As mais conhecidas são as patologias psiquiátricas tais como depressão, ansiedade, além de alterações ou perturbações do sono como a insônia. Também são reconhecidos os resultados da agressão do estresse crônico sobre o sistema cardiovascular, podendo, em última fase, evoluir para AVC ou infarto do miocárdio.

Mas o estresse também causa distúrbios oculares? A resposta é sim. O fato é que este mal pode causar alterações na permeabilidade de pequenos vasos que irrigam a retina, em uma camada conhecida como coriocapilar. O “extravazamento” de líquido desses vasos para a região abaixo da retina pode levar a um tipo de descolamento de retina, e consequentemente, à perda visual. Essa doença chamamos de coriorretinopatia serosa central. A patologia acomete principalmente indivíduos jovens do sexo masculino, com personalidade tipo A e associado a episódio de estresse.

O estresse também causa alterações no sistema imunológico, facilitando a instalação e proliferação de micro-organismos no olho como o Herpes. Pessoas que apresentam a doença ocular conhecida por ceratite herpética podem, em casos avançados, apresentar cicatrizes na córnea e necessitar de transplante.

Alterações oculares menos graves também estão associadas ao estresse. A fadiga ou cansaço ocular ocorre em indivíduos com níveis aumentados de estresse e que passam muito tempo utilizando computador, tablet ou celular. É recomendado o uso moderado deste tipo de aparelho e pausas regulares para evitar tais sintomas.

Outra alteração comum é a mioquimia ou tremores na região das pálpebras. Após estresse mental e ansiedade ocorrem contrações musculares involuntárias (sem nossa vontade) de fibras de pequenos músculos ao redor dos olhos. Essas alterações podem durar horas até dias. Há alguns casos em que a mioquimia perdura, necessitando de um tratamento médico específico.

Qual o tratamento?

Uma pessoa pode sentir estresse e em alguns momentos importantes de sua vida, motivada, provavelmente, por ansiedade, apreensão e preocupação. O importante nesses casos é identificar a causa do estresse e tomar medidas positivas para amenizar seus sintomas.

Sabe-se que melhorar a qualidade de vida também ajuda no tratamento do estresse. São opções: praticar atividades físicas, manter uma alimentação equilibrada, evitar privação de sono e identificar atividades que promovam prazer.

Em casos de estresse intenso o paciente precisa procurar um médico, o qual o ajudará a identificar os sintomas e indicar o melhor tratamento, seja psicoterápico, medicamentoso ou ambos.

Em casos de sintomas oculares como vista cansada, dor ocular ou perda visual, o indivíduo precisa procurar um médico oftalmologista para identificar alterações oculares que podem causar seus sintomas. O médico oftalmologista é o profissional apto a diagnosticar e tratar tais patologias.


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